terça-feira, agosto 14, 2012

Baqueira Beret, Monte St. Michel, Paris

Já passou algum tempo desde esta aventura por terras Espanholas e Gaulesas. Na altura não registei no blog, mas agora que estava a ver as fotos, decidi escrever sobre estes dias de muita diversão.

Estávamos em Fevereiro de 2011 e rumamos até Baqueira Beret (Eu a Luciana, o Alfredo e a Ana) de carro. Uma longa viagem que atravessa toda a Espanha. Saída de Lisboa rumo a Madrid onde dormimos, se bem que eu e a Luli fomos a dormir grande parte da viagem. Optamos por dividir a viagem em duas partes (Lisboa- Madrid e Madrid - Baqueira ) para ser menos cansativo. Na manhã seguinte fizemos um tranquilo passeio matinal pela Casa de Campo onde relatei as minhas participações na Taça do Mundo de XCO em 2005 e 2006. 


Bakera Beret é uma estância de Ski situada nos Pirenéus Espanhóis, dotada de boas condições quer a nivel de variedade de pistas, quer a nível de infraestrutura de apoio. Para esquiar é preciso neve, certo? certo! Mas acontece que fomo-nos aproximando da cordilheira montanhosa e a neve teimava em não aparecer. Víamos as montanhas ao longe completamente despidas de branco, a tensão aumentava, mas o Alfredo acalmava-nos dizendo que tinha visto na Internet queda de neve para a ''nossa montanha''. 


O que é certo é que quando chegamos a Baqueira a neve estava lá e as brincadeiras começaram. Baqueira é considerada a melhor estação de Ski dos Pirenéus, situada no Vale de Aran com cerca de 110km de pistas marcadas. A altitude varia entre os 1 500m e os 2 500m.


A minha experiência em Ski era tão somente de ter praticado 3 dias ''á pressa'' com a Luciana no Colorado em Janeiro. O Alfredo, mais experiente e já com aulas de ski deu-me algumas dicas para melhorar a minha (pouca) técnica. Aos poucos fui evoluindo, mas não me livrava de um ou outro tombo! 
Nos dias em que estivemos em Baqueira, pouco ou nada nevou, o sol era quente e por isso a neve derretia, bloqueando algumas pistas. Aproveitamos então para fazer algumas ''producciones'' de fotos...



Depois da neve seguimos para o Monte St. Michel na Normandia, França. O Alfredo e a Ana deixaram-nos em Montrejeau, na fronteira entre Espanha e França, onde apanhamos o TGV rumo a Paris. Em Paris trocamos de TGV e rumamos a Rennes onde passamos a noite. Saímos do comboio em Paris e só tivemos tempo de ir a correr para o outro comboio. Mal entramos, o comboio entrou em movimento! 
Como o comboio partia ao final da manhã, aproveitamos para alugar duas bicicletas para conhecer Rennes. Apenas me lembro do frio e vento que se fazia sentir. Como se não bastasse ainda começou a chover!


A ligação entre Rennes e Pontorson foi feita num comboio regional atravessando os verdejantes campos da Normandia.  Antes de chegar a St. Michel fizemos uma visita a St. Malo, uma bonita vila situada na costa e conhecida pelas suas muralhas fortificadas.



A ligação final ao Mt. St. Michel foi feita de bus. Assim que avistamos o imponente monte com as muralhas e a abadia no cume ficamos embasbacados com a beleza do local...
''O monte Saint-Michel (francês Mont Saint-Michel) é um ilhote rochoso na foz do rio Couesnon, no departamento da Mancha, na França, onde foi construído um santuário em homenagem ao arcanjo São Miguel''


 



A visita a St. Michel foi ''de médico'', apenas passamos lá uma noite, a do dia dos namorados (dia 13 para dia 14 de Fevereiro) No dia seguinte estávamos de regresso. Queríamos regressar a Pontorson para depois apanhar o comboio novamente para Paris. Em jeito de brincadeira (ou não) a Luli falou em pedirmos boleia...tentamos uma, tentamos duas e à terceira um carro pára. Pedimos gentilmente por boleia até Pontorson e que foi imediatamente aceite, o que provocou uma gargalhada de satisfação. Era um casal que também estava de visita a St. Michel aproveitando também a romântica data. Começamos a conversar numa mistura de Francês, Português, Espanhol e Inglês até percebermos que o casal falava Português perfeito. O rapaz era cabo cabo-verdiano e ambos conheciam Lisboa. Querem saber a melhor, iam para Paris!!!


Aproveitamos o Dia dos Namorados na cidade das luzes, conhecendo os monumentos ora a pé ora a pedalar com as bicicletas de aluguer espalhadas pela cidade. Paris é de facto uma cidade muito, mas mesmo muito bonita. Parece que estamos num museu ao ar livre.Vamos ter de lá voltar para ''conquistar'' esta cidade como deve de ser!



 

Obrigado a todos os intervenientes nesta aventura, em especial à minha namorada que sempre arranja programas ''de cortar a respiração''!!


segunda-feira, agosto 13, 2012

Patins em Linha?

Lançado que está o desafio pela Luli, eu não posso fazer parte de ''fraco''. Lá por nunca ter patinado na vida, não ter ninguém que me ensine, não me desmoraliza, pelo contrário, motiva! Lá fui eu (de bicicleta) de Amarante ao Porto comprar uns patins. Após algumas dicas dadas pelo lojista, Tiago Torres, que pelo sinal me conhecia do BTT, trouxe uns patins robustos e que me irão permitir iniciar na modalidade ''tranquilamente''?! No ultimo minuto trouxe também umas protecções e ainda bem que as trouxe, já vão perceber porquê!

 

Acordei bem cedo no sábado com a vontade toda de testar os meus dotes de patinagem na ecopista de Amarante. Ainda estive alguns minutos de volta dos patins e das protecções a tentar colocar tudo de forma correcta, mas sem sucesso. Mas a ''pica'' era tanta que não perdi muito tempo com isso, queria era patinar! 


Nos primeiros 5 metros a coisa correu bem, mas depois disso os tombos foram uma constante. Percebi logo que os músculos que estava a trabalhar eram diferentes dos que estou habituado a trabalhar. Estava tenso, todos os músculos estavam em tensão porque a qualquer momento poderia estar no chão. Caí uma, caí duas, caí três, caí N de vezes! A Luciana tinha me dito que os pulsos iam sofrer, para eu usar as protecções. Eu estava a  usar, mas colocadas de forma errada por isso os pulsos iam doendo cada vez mais.


Aos pouco ia ganhando confiança, mas isso só piorava as coisas porque a velocidade aumentada e as quedas eram cada vez mais aparatosas...Mas já conseguia passar barreiras e comer fruta!
Travar, outro problema! Como é que eu travo pergunta eu para o Luís que me acompanhava de bicicleta , ele dizia para colocar os pés para dentro, hein? Travar para mim era quando caía ao chão ou quando me agarrava ás barreiras e postes pelo caminho, isso sim é travar! Só depois descobri que o patim direito tem uma espécie de travão, mas que apenas abranda a velocidade ligeiramente!

 

O Luís e as outras pessoas que iam a passar sorriam e não era para menos! O meu corpo começou a ficar dolorido, principalmente o lado direito que era sempre para o lado que caía! 
A ecopista tem cerca de 10km, estando divididos com subida, descida e plano. Deu portanto para testar tudo até a metade do percurso. No regresso já me sentia mais à vontade, mas as pernas já estavam pesadas e os patins pareciam que pesavam muito mais que o seu peso real. 

Cheguei ao final com 21km feitos e algumas ' medalhas'' espalhadas pelo corpo. Mentalizado que terei de continuar a praticar e com o corpo ainda a doer, esta semana irei voltar aos treinos (tombos).

Fiquem desse lado que a coisa promete!