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quarta-feira, janeiro 11, 2012

Walt Disney World Marathon 2012 - Orlando – EUA

Foi a primeira vez que corri uma maratona e a única experiência que tinha era de correr a S. Silvestre do Porto e que são ‘’apenas’’ 10km. Não me consegui preparar da forma que tinha planeado, apenas consegui fazer algumas corridas durante 4 semanas, daí que sentia um nervoso miudinho nos dias que antecederam a maratona. Não ia virar a cara à luta, ia encarar de frente os 42km, sendo que o objectivo seria fazer menos de 04.00h.




Pontos Altos 

Não tenho experiência de outras maratonas, nem de assistir nem de participar, mas esta superou as minhas expectativas em vários aspectos:
  • Participantes – 50 000 pessoas participaram nas várias provas ao longo do fim-de-semana. Era impressionante a moldura humana que se criou. Só na maratona participaram 28 000 pessoas. Em 2012 foi a edição 19 desta prova. Para muitos (99% penso eu) esta prova é uma excelente desculpa para viajar até à Disney para passar uma férias, fazer compras e conhecer as atracções dos parques. Sem dúvida que é uma excelente desculpa!
  • Fantasias – Muitos dos participantes correm com fantasias de figuras das Disney. Eu utilizei as orelhas do Mickey, a Luli as orelhas do gato da Alice no país das maravilhas…mas havia quem levasse este assunto muito a sério e vestiam-se completamente a rigor, dos pés à cabeça!
  • Percurso – Dentro dos parques temáticos da Disney. Partida no Epcot (Experience Prototype Community of tomorrow); seguindo-se a Disney World, Animal Kingdom, Holywood Studios e final novamente no Epcot. Apesar do sofrimento, o cenário era incrível
  • Assistência – Milhares e milhares de pessoas ao longo de todo o percurso, incentivando, batendo palmas, gritando, com mensagens escritas, com megafones, cantando, dançando…uma festa!
  • Figuras das Disney – Estavam todas : Mickey, Pateta, Pato Donald, Cinderela, Jack Sparrow e dezenas de muitas outras. Estas figuras encontravam-se distribuídas pelo percurso e estavam disponíveis para tirar fotos com os corredores. Eu e a Luli tiramos algumas, porque o momento era de aproveitar, não de correr para bater records.
  • Abastecimentos – Sem falhas, com bastante líquidos e sólidos ao longo de todo o percurso.
  • Voluntários – Centenas ou mesmo milhares, era impressionante a quantidade de pessoas que se mobiliza em torno deste evento.

A prova

O meu curral de largava era o E, o quinto a largar, não estava preocupado. Tinha talvez 20 000 pessoas à minha frente, mas o tempo apenas começava a contar quando passava no pórtico de partida. Claro que inicialmente a ultrapassagem exige paciência pois o pelotão vai compacto, mas nada que já não estivesse habituado das provas de BTT.  Com o Mickey a fazer a contagem decrescente a o tiro de largada foi através de um belo fogo de artificio que iluminou os céus ainda escuros. (A partida foi dada às 05.30h)
Não sabia como iria reagir o meu corpo, apenas ouvia dizer que aparecia um paredão ao km 30. O primeiro objectivo seria apanhar a Luli que partiu no curral B, cerca de 10min antes de mim. Consegui alcança-la imediatamente após o Castelo da Cinderela, sensivelmente ao km 19. Corri com ela algum tempo, tiramos foto com o Mickey e com a Minie e depois tive de continuar no meu ritmo. Na corrida (como em muitos outros desportos de longa distância) temos de correr no nosso ritmo, se corremos acima estamos sujeitos a quebrar, se corremos abaixo o nosso corpo ressente-se e o cansaço aumenta.


As dores
Depois do km 25 as sensações nas pernas foram variadas, desde arrepios, dores nos pés, dores nos músculos (superiores e inferiores), tendões a chegar ao limite (rasgar)…chegou a um ponto que procurei uma posição de corrida onde sentisse menos dores. Procurava estratégias para passar o tempo indo atrás de corredores com ritmos pouco superiores ao meu, fosse eles homens ou mulheres.  Claro que também puxava quando tinha de ser. Fiquei impressionado com alguns corredores com idades avançadas que conseguiam manter um ritmo elevadíssimo, outros que corriam DESCALÇOS e outros ainda que com as fantasias que usavam, conseguiam sequer correr!

A chegada
Milha a milha (nos EUA, a medição é em milhas), via o relógio com o tempo, houve alturas que fazia menos tempo a milha mas houve algumas que custaram imenso a passar! As ligeiras subidas no final revelaram-se autênticas paredes e as ultimas centenas de metros pareciam intermináveis. Assim que fiz a ultima curva e vi o pórtico de meta, emocionei-me, as lágrimas vieram aos olhos e aproximei-me da linha de chegada com milhares de pessoas a gritar e a bater palmas…uma sensação indescritível que só quem faz estas coisas sente.
Tinha completado os 42km em 3.38h, mas o mais importante foi ter chegado ao fim e ter vivido esta experiência!




Luciana Cox
O que dizer dela?! Fez o desafio do Pateta que é simplesmente uma meia maratona no sábado e uma maratona no domingo!!! Completou as duas provas e é oficialmente uma PATETA!  Eu bem digo que ela é louca…mas tudo bem, eu gosto dela assim! Sem ela, muito provavelmente nunca iria viver esta experiência que foi sem dúvida marcante! És D+ brasileira!


 A recuperação
Ganhei um andar novo que não sei quando ire ver-me livre dele. Doí-me as pernas,  a caminhar pareço o Corcunda de Notre Dame,  evito ao máximo subir ou descer escadas, esticar as pernas é sinonimo de ver as estrelas…por isso não aconselho ‘’isto’’ a pessoas que não tenham treinado minimamente. Mas digo-vos, chegar à linha de meta é uma sensação de outro mundo! 

A Disney
Um mundo à parte, uma realidade que é impossível descrever em palavras ou fotografias. A forma como os cenários são recriados é impressionante e arrepiante. Aquilo que nós estamos habituados a ver na TV, estar ali à nossa frente apurado até mais pequeno detalhe deixa qualquer um de boca aberta. Desde miúdos a graúdos, a Disney tem tudo aquilo que apenas existe nos sonhos. Percorri quase todos os parques em ritmo acelerado porque o tempo não era muito…desde as montanhas russas alucinantes, safaris, animações 3D, filmes…foi um fim-de-semana bastante intenso! 


Os EUA
Não podia terminar sem deixar de comentar o apelo dos americanos para o consumismo. A maneira como eles montam as lojas, colocam, os produtos, colocam a publicidade, te interpelam na loja. No final os preços das coisas, roupa e electrónica …quando vocês forem aos EUA, preparem-se psicologicamente e levem algum dinheiro e espaço na mala porque o apelo é irresistível.

Boas corridas!

 

sábado, dezembro 31, 2011

Balanço do ano de 2011


O ano está a terminar, mais uma vez intenso, desafiante, empolgante e emocionante. Como sempre existe altos e baixos, momentos bons e outros menos bons, mas o que importa acima de tudo é que vivemos mais um ano! Depois destes 365 dias sinto-me enriquecido em termos humanos e não posso deixar de realçar o que mais me marcou:



Nexplore
Fazendo um resumo do ano e apontando os momentos mais importantes vividos, começo por mencionar a equipa de trabalho da Nexplore. Agora são três pessoas, eu, o Zé Silva e agora o Rui Lima que integrou a Nexplore em Abril. Diariamente somos postos à prova com novos desafios, num mercado altamente competitivo. O ano que agora termina, foi de adaptação à nova realidade que é estar 100% focado na Nexplore. Foi um ano duro, cometi alguns erros, erros que certamente não voltarei a repetir, mas infelizmente esta foi a única maneira de aprender.  



A Nexplore passou a representar a marca nacional de produtos maquinados por CNC - SNV Light, distribuindo e criando uma rede comercial. Colaboramos também no desenvolvimento de novos produtos e no melhoramento dos existentes. A marca nutrição Suíça Sponser foi outra das apostas, trazendo assim produtos de referência mundial para o nosso mercado.  



Olho para trás e vejo o esforço de toda a equipa de trabalho, mas realço o empenho do Zé que batalhou diariamente, sem folgas, sem descanso, sem desanimar ao longo de todo este ano. De BTTista passou a gestor administrativo da Nexplore. Teve de criar hábitos e rotinas, de se organizar como nunca! O balanço final é bastante positivo e todos (eu, o Rui, clientes e fornecedores) estão impressionados com o teu trabalho em prol da Nexplore.



BC Bike Race – Canadá
Foi a única competição para a qual me preparei de forma estruturada. O 10º lugar numa prova recheada de bons atletas, foi para mim muito satisfatório. As competições por etapas são cada vez mais aquilo que me motiva para levantar da cama e ir treinar. Foi uma experiência única ter participado, de ter contactado com um evento que proporciona aos participantes 7 dias de muito divertimento. É provavelmente a prova por etapas que mais recomendo, não só pelos trilhos únicos, mas pela organização, ambiente, paisagem, enquadramento. Nada falhou! O meu relato aqui



Douro Bike Race
Wooooowwww….o que foi isto!! Em 2011 a prova passou de 1 para 3 dias, de 180 para 700 participantes e causou impacto em Portugal e no estrangeiro. Foram 10 as nacionalidades presentes. Atletas e staff formaram uma massa humana em torno da bicicleta e dos trilhos das Serras da Aboboreira, Marão e Alvão, como nunca tinha acontecido. Uma experiencia arrepiante ser director de prova, de viver o ‘’back stage’’ e de contribuir para história do BTT nacional. Acreditamos e lutamos por este ‘’sonho’’ desde que se tornou realidade e que foi acarinhado por quem mais importa, os participantes. Sem eles, a prova não se realizava. Obrigado a todos por acreditarem que é possível inovar!



Rocky Mountain Douro Bike Race Team
Conseguimos juntar em torno de uma causa um grupo único de pessoas. As pessoas que nos acompanharam, que dignificaram as cores da equipa, não me canso de mostrar a gratidão e o reconhecimento pelo vosso empenho e sacrifícios que fizeram ao longo do ano. Por várias razões não nos é possível manter este grupo tal como ele era, infelizmente! Desejamos a todos a melhor sorte e que encontrem aquilo que procuram. Obrigado!

 
 
 
 


Luciana Cox
Existe no mundo a pessoa certa para ti, aquela que partilha a mesma das coisas, as mesmas paixões, a mesma maneira de lutar e acreditar em objectivos, a pessoa que te apoia para levar em frente os teus desafios, aquela que está sempre presente e diz ‘’Vai (Português)’’…essa pessoa é Luciana Cox. Em 2011 vivemos experiências inéditas, novos desportos me foram apresentados e tudo isto resultou em mais conhecimento um do outro, em mais união e mais paixão. Além disso, convém referir, Luli, tu és louca!!


 
 
 


Pessoas
Muitos outros factos, pessoas e acontecimentos mereceriam destaque, mas a lista seria longa. A todas as pessoas que directamente ou indirectamente interagiram comigo, eu não me esqueço da vossa ajuda. Fiquei impressionado com muita gente ao longo deste ano, gente que não conhecia e que se revelaram amigos para toda a vida. Obrigado a vocês por entrarem na minha vida! (sim, tu também!!)

  





Bom ano de 2012!!!