domingo, outubro 12, 2014

Exploring Madeira - Ponta de S. Lourenço & Boca do Risco

Uma das partes mais bonitas do percurso do MIUT é a ligação Pico Ruivo - Pico do Areeiro. É um singletrack de cortar a respiração, por vezes escavado na rocha, por vezes em túnel, outras vezes em calçadas e escadarias vertiginosas.

Quando por lá passei em prova pouco tive para contemplar o cenário, mas fiquei com a certeza de lá voltar. Saí de casa do Aurélio de bicicleta e atrelado rumo a Santana. Pedalei tranquilamente, mas as pernas ainda se ressentiam dos 115Km feitos há 48h, mas tinham de aceitar mais esta provação. 

Queria muito conhecer a ilha, explorando todos os recantos então quando cheguei a Machico desviei para a Ponta de S. Lourenço. Deixei o atrelado à entrada do percurso pedestre e segui de bicicleta até ao ponto mais afastado que poderia ir. Fiquei encantando com os trilhos que encontrei. Alguns altamente técnicos em que uma queda poderia me colocar a nadar em segundos. A paisagem era fascinante. 






















Voltei até ao ponto de partida e encontro o Filipe Oliveira que me fez companhia o resto do dia. Primeiro levou-me ao Caniçal onde presenciamos a azafama da chegada dos barcos carregados de atum...e que atuns! Depois levou-me a um miradouro que se vê toda a cidade de Machico e onde os aviões passam abaixo de nós antes de aterrar no aeroporto. 

Seguimos para Porto da Cruz onde fiz novos amigos, um deles o Emanuel, piloto de parapente e um grande maluco, mas mais tarde explico-vos porquê. 

O Emanuel ao saber do meu plano disponibilizou-se logo para o que fosse preciso. Há pessoas que aparecem que são como ''anjos da guarda'' e o Emanuel foi um nesta via estada na Madeira. 

Segui rumo ao meu destino com a noite a cair. O pai do Filipe vem busca-lo e fico entregue a mim. Nada que me incomodasse. Procurei sitio para acampar, mas não estava com motivação nenhuma para tal. Jantei e decidi ligar ao Emanuel. Acabei por ficar em casa dele a dormir. 

No dia seguinte apresentou-me ao Mário Moniz, atleta de XCO que me conhecia e fomos os dois fazer BTT. Fizemos um trilho chamado Boca do Risco. Um singletrack que serpenteia uma falésia que a pé mete medo, agora imaginem de bicicleta. No horizonte estava a Porto Santo que tive a felicidade de também visitar e explorar. Relato em breve.

Existem cordas ao longo do trilho para as pessoas se agarrarem. Quando nos cruzávamos com alguém, ficavam de boca aberta a olhar para nós. Não recomendo a ninguém fazer o que nós fizemos. É extremamente perigoso. O Mário conhecia o trilho melhor que ninguém e foi o 'culpado' por ter colocado a vida em risco. Mas não fui obrigado a nada...Apenas desmontamos em num local que devido queda de água não existe trilho. Que adrenalina!

O final do trilho é comum ao MIUT e tem ligação para o Caniço e Machico, mas nós decidimos voltar para trás pelo mesmo caminho...

Bom, correu tudo bem, mas a respiração apertou bastante. Almoço em Porto da Cruz e foi aqui que comecei a ficar viciado no Prego em Bolo do Caco...Meti a bicicleta e o atrelado na carrinha do Emanuel e onde estava a asa e todo o equipamento de parapente e foi-me deixar ao local onde me tinha recolhido no dia anterior. Impecável! 












































Segui para Santana onde chego ao final da tarde. Visitei o centro desta pitoresca cidade Madeirense conhecia pelas casinhas coloridas com telhado de palha extremamente inclinado. Questionei alguns habitantes qual era o melhor (pior) caminho para o Pico Ruivo e disse-lhes que queria lá chegar ''hoje''. Eles riram-se um pouco, mas lá me explicaram. 

Subi para as Queimadas onde deixei a bicicleta, calcei as sapatilhas e onde começou a aventura seguinte rumo ao Pico Ruivo e Pico do Areeiro. E que aventura!

Mário, Emanuel, Filipe, agradeço tudo o que fizeram por mim! Um abraço aos três! 

Mais fotos desta aventura na minha página de atleta: www.facebook.com/marinhojoao










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João Marinho
Mountain biker, trail runner & adventure sports addict