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sábado, novembro 09, 2013

10ª EDP MARATONA DO PORTO

Correr a Maratona do Porto não estava nos meus planos porque não me sentia suficientemente aliciado para percorrer as ruas de uma cidade que eu conheço tão bem. Conhecer o percurso é sempre bom porque ajuda a gerir o esforço. De certa forma fui ''picado'' pela minha equipa de Trail, a Desnível Positivo para participar e nestes momentos a gente esquece o quanto duro é correr uma maratona, especialmente esta e vocês vão já saber o porquê...

O levantamento dos kits dos atletas aconteceu no histórico edifício Alfândega do Porto. Tudo muito bem organizado, com uma feira de produtos de atletismo, exposições e palestras. Houve também uma Pasta Party gratuita para todos os participantes na Maratona. Enquanto andava circular encontrei muitos amigos da bicicleta e do Trail. Para alguns era a primeira vez que iriam correr a mítica distância, fixando objectivos de tempo algo ''ambiciosos'', mas para outros correr uma maratona era algo recorrente ao longo do ano.  Para mim esta seria a 3ª Maratona, a primeira em Portugal. 

Os records da maratona foram batidos, estavam na partida mais de 3 300 atletas de dezenas de nacionalidades. A moldura humana na Rua Júlio Dinis era de facto impressionante para a ''realidade portuguesa'' Sem duvida que correr ''está na moda'' e ainda bem!

O meu objectivo era bater a minha marca pessoal, 3.20h e estava com esperanças de o conseguir. Nos meus melhores sonhos era baixar das 3h, mas seria uma tarefa bastante complicada. 
O percurso bastante irregular, com várias subidas, com um piso também ele irregular e algum vento contra tornaram a vida mais complicada aos maratonistas. Arranquei com tudo, fiz a Meia Maratona em 1.28h e continuei em bom ritmo até ao Km35. Nessa altura comecei a sentir uma dor aguda na planta do pé que me impediram de manter o ritmo e comecei a sofrer bastante. Fui obrigado a parar várias vezes...eu que tolero bastante a dor, imaginem o quanto me estava a doer... Daí até à meta fui-me arrastando e acabei a prova próximo das 3.30h. Fiquei entre a minha melhor e a minha pior marca, mas terminei...Depois seguiu-se outra maratona, mas á mesa e com francesas pequenas e girafas pretas se é que faço entender.

Sentia que podia dar mais a nível de ''pulmão'' mas o esqueleto já está no limite. Nunca tive uma época tão intensa como esta, mas isso será tema para outro post.
Apesar de estar a correr ''em casa'' gostei do percurso e dos ''atractivos'' que estavam ao longo dos 42km. Casa da Musica, Estádio do Bessa, Castelo do Queijo, Marginal, Ponte D. Luís, Ponte da Arrábida, Parque da Cidade, etc.

Bater as 3h terá que ficar para a próxima, agora é tempo de recuperar energia para a nova época.

NOTAS

Parabéns a todos que participaram e obrigado ao público que nos aplaudiu. O meu mano está imparável e o Tiago Aragão um foguete! O Tiago Almeida (e não só) tem de se deixar de voltas de 200km de bicicleta no Douro uma semana antes...A Ester conseguiu (finalmente) o que queria...

Boas corridas!

As minhas restantes provas em estrada:


terça-feira, abril 09, 2013

Color Run Matosinhos

 Foi a primeira Color Run de Portugal e da Europa. Um conceito ''importado'' dos EUA (tinha de ser), que depressa esgotou as inscrições, cerca de 15 000! O dia cinzento contratou com a imensa cor e animação que se viveu durante todo o evento. O grupo da ADA foi numeroso e todos estavam sintonizados com o ambiente de cor, alegria e animação.

 

Mesmo antes de começarmos a correr...vá, a caminhar, já estávamos todos pintados. Como diz Óscar Wild, ''a vida é muito importante para ser levada a sério'' e neste dia todos soltamos a criança que existe dentro de nós e brincamos com toda a nossa energia. 

A cada km encontrávamos postos de tinta das mais variadas cores. Mas antes tínhamos alguém a molhar-nos para a aderência da tinta ser ainda maior. Não descansados com este ''banho'' havia quem rebolasse no chão para ficar completamente pintado! 

 


 

Incorporando o espírito deste evento, vesti-me a rigor. Nunca uma fatiota minha teve tanto sucesso. Fui assediado todo o tempo, ouvi piropos, coloquei-me em posições duvidosas, era solicitado para fotografias, dei até uma entrevista para  a TV...foi muito divertido para não dizer mais! 

No final houve festa, musica a bombar e tinta pelo ar. Foi a loucura total! 

Nunca colorir a vida foi tão fácil e tão divertido. 

Podem ler o relato da Elisabete aqui : http://corridasesuadelas.blogspot.pt/?spref=fb

   
 

domingo, dezembro 30, 2012

S. Silvestre de Santo Tirso



Depois da S. Silvestre do Porto e Vila Real procurei uma outra prova onde pudesse tentar baixar do minuto 35 aos 10km. As expectativas eram boas até que ao dia anterior ter apanhado uma constipação que me complicou os planos. Febre, tosse, dor de garganta, tudo aquilo que ‘’precisava’’ para a ultima corrida do ano. Durante a tarde, ponderei seriamente se iria mesmo participar, mas pensei, são só 10km, ''faz-se bem''. 



O numeroso grupo de 21 pessoas da A.D.A. (Associação Desportiva de Amarante) marcou presença, não só com elementos do Trail Run como do atletismo. Este grupo cresce de dia para dia, com todos os novos elementos a assimilarem rapidamente o espírito de companheirismo e diversão. Pessoas que nunca correram na vida estão agora motivadas para não só correr 10km, mas também participar em outras provas mais longas e exigentes. 



Com a hora de partida marcada para as 17h o aquecimento fez 30min antes. Mas com a temperatura a baixar rapidamente, associado ao atraso das corridas anteriores, fez com que eu fizesse o aquecimento junto a uma simpática vendedora de castanhas. Estava arrepiado de frio e sem hora de partida confirmada, ali fiquei até às 17.45h! Com uma nuvem negra a pairar pela cidade, assim que alinhamos uns minutos antes de partir, começou a chover. Estivemos ali 5min parados com a chuva a cair impiedosamente e com todos os participantes a manifestarem-se. Não foi agradável!

O percurso era de ida e volta, ou seja, 5km num sentido e 5km noutro. Nada de muito complicado a nível de subidas, mas a complicação surgiu em algumas partes em que não havia qualquer iluminação. Era escuro que nem breu obrigado a uma atenção redobrada.


Sendo uma incógnita como o meu organismo iria reagir, parti como sempre, a fundo. Não tinha a noção que tinha tanta gente à minha frente sendo que o primeiro km foi uma corrida de obstáculos a tentar posicionar-me. Depressa comecei a sentir a respiração ofegante, apesar das pernas a querem puxar mais…aquela sensação de sangue na boca aumentou ainda mais o sofrimento e tive de me aguentar sem aumentar o ritmo. Estava a correr com um pace de 3.40min por km, não era mau, mas não iria dar para baixar dos 35min. Quando cheguei ao ponto de viragem, no caminho de regresso recebi inúmeros incentivos dos restantes elementos da ADA. Eu ouvia e via as pessoas, mas ia num sofrimento tal que não conseguia sequer responder ou esboçar um gesto. Estas palavras deram-me uma força extra e conseguir forçar um pouco mais o ritmo. Passei o arco de meta com o cronómetro a marcar 36min o que apesar de não ter conseguido o meu objectivo, fiquei feliz com o meu tempo dadas as circunstâncias. Como se diz, há mais marés que marinheiros…

Os dados do Suunto foram:
Distância percorrida: 10.03km
Tempo decorrido : 36.07min
Velocidade média : 16.67km\h
Velocidade máxima: 21.60km\h
Acumulado de Subida : 101m
Acumulado de Descida: 107m
Batimento cardíaco médio: Não contabilizado
Batimento cardíaco máximo: Não contabilizado


Saliento o facto de pela primeira vez ter o meu irmão e o meu sobrinho a correrem comigo. Obrigado pela companhia! Outra coisa que já é normal encontrar nestas andanças são amigos do mundo das bicicletas. Mais uma vez conversei com muita gente que normalmente encontro de capacete e lycra. Correr é de facto um excelente complemento ao pedal, mais ainda nesta fase de pré-época. 


Depressa trocamos de roupa e fomos para a padaria mais próxima para recuperar as calorias perdidas. Percebi então que dentro do grupo houve quem encarasse a prova de diversas maneiras. Se alguns foram para bater o record pessoal, outros foram para conviver e conversar, outros apenas para chegar ao fim. O importante foi que toda a gente se divertiu e ficou com vontade de repetir. 

 
O final da noite incluiu uma saída pela noite portuense. Confesso que já tinha saudades de sair nesta cidade. Foi uma noitada com muita risada, onde ficamos a conhecer-nos um pouco mais, ao sabor de uns copos de sangria. Vinho tinto, antioxidante, um bom recuperador portanto!


Com esta prova encerro o ano desportivo da melhor maneira. Vários momentos que ficam na memória, não apenas pelos resultados, mas pelas experiências vividas.  Agradeço a todos os que de certa forma contribuíram para que estes resultados e experiências fossem possíveis. Estou imensamente grato. Obrigado e bom ano!

sábado, dezembro 22, 2012

S. Silvestre de Vila Real

Se no domingo passado tinha conseguido fazer o tempo de 35.36min no percurso da S. Silvestre do Porto, o objectivo de ontem era baixar esse tempo. Não conhecia o percurso, era a primeira vez que ia correr em Vila Real, mas pelo que me tinham dito, seria bem complicado. Não desanimei e encarei a prova motivado que poderia conseguir.


Integrado na equipa da Associação Desportiva de Amarante (A.D.A) integrei o grupo de atletas da secção de atletismo e da jovem secção de Trail Run. Ao todo estávamos 11 corredores que representavam as cores desta nobre associação Amarantina. Vários deles estreavam-se neste tipo de prova e um deles era a primeira vez que iria correr uma prova de atletismo!


A ''gama'' de idades dentro do grupo era alargada, assim como a experiência em corrida. A titulo de exemplo, o Sr. António já participou em mais de 220 meias maratonas, diversas maratonas e para não mencionar corridas tipo esta. Ambos os sexos representados pois claro. O grupo era bastante ecléctico e sem duvida que foi uma experiência enriquecedora esta ''noitada'' de corrida.



Falando da corrida, imaginem bem, começamos a correr às 22h! O nosso horário biológico altera-se um pouco porque as refeições obrigatoriamente mudam e a estas horas o normalmente o organismo está em repouso. Foram várias as estratégias dentro do grupo, houve quem almoçasse\lanchasse\jantasse ''normalmente'', eu optei por reforçar o lanche.


Os frontais foram levantados no quartel do exercito de Vila Real. Fomos recebidos à boa maneira militar, batendo a pala e com um vocabulário característico. Foi um processo rápido e resta-me agradecer a simpatia da organização que me forneceu os tão ''repetidamente esquecidos'' alfinetes. De salutar a cooperação dos miliatares na realização desta prova, além de ''cederem'' o seu quartel, viam-se por toda a cidade ora colaborando, ora simplesmente assistindo!



A partida foi dada a horas da entrada do quartel, para aquecer uma longa e inclinada subida que deu logo para levar as ''rotações'' ao limite. Depressa percebi que o ritmo que o grupo da frente impunha não era o meu, abrandei um pouco e tentei encontrar o meu ritmo. O corpo tardava a responder e quando respondeu foi com a ''vulgar dor de burro''. Tive de abrandar um pouco mais e aguardar.
O percurso caracterizava-se por duas voltas e meia a um circuito de aproximadamente 5km. Ou seja, depois da primeira volta já saberíamos o que nos esperava. Pessoalmente não sou muito apologista deste esquema, mas claro que a cidade de Vila Real e a própria organização tem os seus constrangimentos.



Ao fim de volta e meia o meu corpo decidiu acordar e consegui impor um ritmo razoável. Acompanhei o colega de equipa Manuel Cardoso durante um bom período. Infelizmente sofreu uma queda aparatosa mesmo à minha frente, felizmente sem consequências. Correr no paralelo molhado tem destas coisas.

Ia olhando para o Suunto e fazendo contas...ainda estamos bastante longe da meta e pelos cálculos não ia dar os 10km, ia dar mais! O Carlos ''Bicicar'' que estava a assistir esclamou '' João, quase quase a bater o teu record'', pois, pelo andar da carruagem ao longo da prova dificilmente conseguiria. 
Quando cortei o pórtico de meta, a distância percorrida era de 10,77km!

Os dados do Suunto foram:

Distância percorrida: 10.77km
Tempo decorrido : 39.07min
Velocidade média : 16.52km\h
Velocidade máxima: 23.76km\h
Acumulado de Subida : 126m
Acumulado de Descida: 159m
Batimento cardíaco médio: 171bpm
Batimento cardíaco máximo: 181bpm


Comparando com a S. Silvestre do Porto, nota-se que o batimento médio e máximo foram superiores o que traduz bem o meu sofrimento em encontrar e manter um ritmo ontem. Mas está feito, há que pensar na próxima!

Resta-me agradecer a todo o grupo da ADA, em especial à simpática Elisabete e ao ''jovem'' Sr. António. Aos elementos da ADA Trail Running Team : Jorge, Rochinha, Sónia e ao Valter (meu sobrinho) que pagou todos os pecados nesta prova.

segunda-feira, dezembro 17, 2012

S. Silvestre do Porto

Antes de falar da prova, falo do ''estagio'' do dia anterior. De manhã mais de 4h treino de estrada que incluiu a subida da Serra do Marão por dois lados, pelo ao Alto de Espinho e pelo Alto de Quintela. Foram 100km e mais de 2 200m D+ na companhia do Luís Leite que estava a começar os treinos de pré-época em bicicletas...começou bem! A tarde foi passada a correr, saltar, subir e descer escadas pelas ruas de Amarante. Estive com a equipa da A.D. Amarante Trail Run a captar imagens para o vídeo de promoção. Foi uma tarde bastante divertida, que rendeu inúmeras risadas e deu para perceber que o grande espírito que une esta equipa.


Podem acompanhar a A.D. Trail Running Team através das seguintes formas:

Site : http://adatrailrunning.blogspot.pt
Facebook: www.facebook.com\adatrailrunningteam
Youtube: www.youtube.com/user/ADATrailRunning

Também já tem um evento (Urban Trail) (gratuito) agendado para dia 23 de Dezembro em Amarante. Podem ver mais informações aqui:
http://adatrailrunning.blogspot.pt/2012/12/christmas-trail-amarante-23-de-dezembro.html 


Irei mais tarde falar sobre esta equipa que apesar de ter ainda uma vida muito curta, o entusiasmo dos seus elementos é enorme!

Falando sobre a S. Silvestre...bem, acho que tenho de contar todo o complicado processo!


Primeira tentativa de inscrição foi através da equipa da ADA Trail Running Team. O formulário da equipa foi submetido para a organização, assim como o respectivo pagamento dentro do prazo limite, mas as inscrições já tinham esgotado. Foram feitos diversos contactos com a organização, mas não se conseguiu desbloquear a situação. Eu iria correr de qualquer das formas, com ou sem numero, queria testar a minha forma de ''corredor''.
Através de um amigo surgiu a possibilidade de correr com o frontal de outra pessoa que por motivos pessoais não iria correr. Tive a confirmação que iria ter esse numero ao inicio da tarde de domingo, o dia de prova portanto. Queria ter um numero, nem que não fosse meu, para que o tempo ficasse registado através do chip.

Chegamos 1h antes da prova começar à Praça da Liberdade e aguardamos pela pessoa que iria trazer os tão aguardados números...o tempo passa, espera, desespera até que estávamos a 5min da partida e ''números de grilo''. Eu decidi ir para a linha de partida mesmo sem numero! Não era a situação que mais me agradava (e a organização que me perdoe), mas depois de todo o entusiasmo que coloquei nesta prova eu queria mesmo testar-me.

Foi dado o tiro de partida e eu ''infiltrei-me'' pelo meio da multidão que largou correndo desalmadamente pela Av. dos Aliados abaixo. Sem aquecer e com o stress da entrega dos frontais, demorou algum tempo até entrar no ritmo.

O percurso era igual ao de 2011 que também participei. Tinha longas subidas e longas descidas pois claro que permitia velocidades elevadas (a quem tivesse pernas). Com a chuva que se fez sentir durante a tarde o piso estava escorregadio e obrigava a atenção redobrada. Correr em cima do paralelo e da calçada portuguesa a grande velocidade poderia originar uma queda com consequências nada agradáveis.

Depressa cheguei aos 3km de prova, olhei para o Suunto e marcava 11min! Estava a ''queimar'', mas eram ''só'' 10km por isso tinha que aguentar o máximo que podia aquele ritmo. O meu objectivo inicial era não passar a barreira dos 35min, sabia que seria muito complicado e ambicioso, mas porque não tentar?!

Quando passei o pórtico de meta o Suunto registou 35min e 36 segundos, é certo que não consegui o meu objectivo inicial, mas depois da conturbada partida fiquei feliz com a minha prestação.Não recebi a medalha da prova (bem bonita por sinal), mas fica registo do relatório da prova:

Distância percorrida: 9.9km
Tempo decorrido : 35.36min
Velocidade média : 16.63km\h
Velocidade máxima: 25.92km\h
Acumulado de Subida : 155m
Acumulado de Descida: 156m
Batimento cardíaco médio: 165bpm
Batimento cardíaco máximo: 179bpm

Acabei com a sensação que poderia ter puxado mais por mim, mas hoje(segunda-feira) quando escrevo isto consigo subir e descer escadas e consigo pedalar. Talvez se apertasse mais a situação não seria igual.

Participar na S. Silvestre significa rever muitos e bons amigos das bicicletas: Tiago Aragão, Francelino, Tiago Ferreira, Tiago Almeida, André Alves, Sérgio Pinho, Bilinho, Frinxas, Sandra, Nuno Fernandes...e muitos outros que pude rever e trocar algumas palavras.


Obrigado ao Miguel Silva pela boleia de Amarante para o Porto.